câncer de colo de útero

Câncer de colo de útero: sintomas, causas e tratamentos

O câncer de colo de útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta, que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é o papilomavírus humano (HPV). Este é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por essa doença, no Brasil.

Em etapas iniciais, o tumor é microscópico e permanece localizado no colo uterino. Em sua evolução, caso não tratado, invade os tecidos vizinhos, especialmente a parede vaginal e os ligamentos que suspendem e sustentam o útero. Pode chegar à parede pélvica e também ao restante do útero. Em casos avançados, a neoplasia pode se estender à bexiga e ao reto.

O câncer cervical ocorre quando há uma mutação genética nas células da região, que começam a se multiplicar de forma descontrolada. Normalmente, essa mutação está relacionada à incidência de alguns tipos de vírus HPV, que são muito comuns em mulheres.

Exame Preventivo

O exame preventivo do câncer do colo do útero, o Papanicolau, é a principal estratégia para diagnosticar a doença. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é  esse exame e qual a importância dele, uma vez que sua realização periódica permite reduzir a mortalidade pela doença.

Toda mulher que tem ou já teve vida sexual ativa, e que está entre 25 e 64 anos de idade, deve fazer o exame. Devido à longa evolução da doença, pode ser realizado a cada três anos. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após três anos.

Sintomas

Os sinais e sintomas do câncer no colo do útero normalmente são observados quando o tumor está em fase avançada. Entre eles estão:

  • sangramento vaginal durante ou após as relações sexuais;
  • sangramento vaginal após a menopausa;
  • sangramento excessivo durante a menstruação;
  • dor durante as relações sexuais;
  • sensação de peso na região entre o ânus e a vagina (períneo);
  • corrimento vaginal mucoso, que pode ser avermelhado e ter mau cheiro;
  • dor pélvica ou abdominal.

Tratamento

A cirurgia só deve ser indicada se o tumor estiver confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, o procedimento pode ser mais conservador ou promover a retirada total do útero.

Uma vez confirmada a ocorrência de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da mulher, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.

A radioterapia externa ou interna também tem se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estágios avançados do câncer.  

A quimioterapia pode ser feita como um complemento à radioterapia ou para reduzir o tumor antes da cirurgia. Outra possibilidade é a imunoterapia para o tratamento do câncer, que é, de uma forma bem simples, uma maneira de combater o problema utilizando o próprio sistema de defesa do corpo para atacar as células da doença.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como cirurgião oncológico no Rio de Janeiro!

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